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1 de março de 2010

Inflação em alta e dívidas afetaram confiança

Rio (AE) - O avanço da inflação nos dois primeiros meses do ano aliado ao atual endividamento das famílias brasileiras, que promoveram uma antecipação de compras de bens duráveis no ano passado, conduziram a queda de 2,2% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em fevereiro deste ano, na comparação com janeiro. A avaliação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Aloisio Campelo.

Segundo o economista, os aumentos de preços detectados por índices inflacionários no início deste ano, influenciados principalmente por alimentos e transportes públicos mais caros, deixaram cautelosas as famílias de baixa renda. Tanto que, ao analisar a evolução do ICC por faixas de renda em fevereiro, as famílias com renda até R$ 2.100 tiveram um declínio de 4,5% no ICC - a mais forte queda de confiança para esta faixa de renda desde outubro de 2008, quando caiu 10,4%. O recuo da confiança entre as famílias mais pobres também foi o mais intenso em fevereiro entre as quatro faixas de renda pesquisadas pela FGV para cálculo do ICC.

Campelo admitiu que o avanço da inflação foi acima do normal no início de 2010. Ele lembrou que a FGV mostrou, em resultados de seus Índices Gerais de Preços (IGPs), que os preços de alimentos e de transportes subiram bem acima do costumeiro, mesmo para um início do ano - quando os preços dos alimentos são mais caros, devido a uma redução de oferta, causada por problemas climáticos característicos da época. “Mas não há uma explosão inflacionária, no momento”, garantiu.

Fonte: Tribuna do Norte

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