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25 de fevereiro de 2010

Minha Casa ‘trava’ para baixa renda

A Caixa Econômica Federal pretende atingir esta semana a marca de 6.250 unidades habitacionais contratadas através do “Minha Casa Minha, Minha Vida” no Rio Grande do Norte. O número vai significar um investimento de R$ 260 milhões em casas e apartamentos e representa 32,51% das 19.224 unidades previstas para o estado. O dado considerado positivo pelo banco, na opinião das construtoras poderia ser melhor, não fosse um nó que afeta sobretudo a capital: os preços.

O problema é que, para famílias com renda até três salários mínimos, o programa estabelece preço máximo de R$ 37 mil para casas e de R$ 41 mil para apartamentos em Natal, enquanto em cidades como Recife (PE) e Fortaleza (CE) o teto é R$ 45 mil. São R$ 4 mil que fazem diferença na hora em que as construtoras precisam fazer permuta das áreas, um sistema em que negociam o terreno pagando ao proprietário em unidades prontas do empreendimento que vão construir.

“Os terrenos na capital são muito caros, o que deixa a margem apertadíssima. Isso tem inviabilizado a maior parte dos projetos na capital, na faixa de zero a três salários mínimos”, diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon RN), Sílvio Bezerra. “Esperamos ter um preço que viabilize o programa”.

Nenhum contrato entre o banco e as construtoras, com foco nessa parcela da população, foi fechado, no entanto, até o momento. O máximo que se tem são cerca de 1.200 unidades em análise, em três projetos que, se saírem do papel, representarão um investimento conjunto de R$ 39 milhões no Planalto.

Fonte: Tribuna do Norte

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